Dia da Amazônia: sustentabilidade é fator-chave para frear mudanças climáticas

A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um-terço das espécies que vivem sobre a Terra. Os números são igualmente monumentais. A Amazônia é o maior bioma do Brasil: num território de 4.196.943 milhões de km² (IBGE,2004) crescem 2.500 espécies de árvores (ou um-terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul). Anualmente, em 5 de setembro, é celebrado o Dia da Amazônia com o objetivo conscientizar a respeito dessa importante riqueza natural.

As estimativas situam a região como a maior reserva de madeira tropical do mundo. Seus recursos naturais que, além da madeira, incluem enormes estoques de borracha, castanha, peixe e minérios, por exemplos, representam uma abundante fonte de riqueza natural. A região abriga também grande riqueza cultural, incluindo o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar esses recursos naturais, sem esgotá-los e nem destruir o habitat natural.

Toda essa grandeza não esconde a fragilidade do ecossistema local. A floresta vive a partir de seu próprio material orgânico e seu delicado equilíbrio é extremamente sensível a quaisquer interferências. Os danos causados pela ação antrópica são muitas vezes irreversíveis.

O desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um determinado limite a partir do qual regiões da floresta tropical podem passar por mudanças irreversíveis, em que suas paisagens podem se tornar semelhantes às de cerrado, mas degradadas, com vegetação rala e esparsa e baixa biodiversidade. A área desmatada equivale a duas vezes o tamanho da Alemanha, cerca de 74 milhões de hectares.

O combate ao desmatamento da Amazônia e a promoção de iniciativas de reflorestamento em larga escala, visando aumentar o armazenamento de carbono na biosfera terrestre, são estratégias essenciais para evitar o agravamento das mudanças climáticas. Segundo a diretora da organização não governamental World Resources Institute Brasil (WRI Brasil), Rachel Biderman, existe um movimento global que visa acabar com o desmatamento no mundo e promover a restauração de 350 milhões de hectares florestais como forma de evitar a emissão de 4,5 bilhões a 8,8 bilhões de toneladas de CO2 por ano até 2030. O número é equivalente à remoção de todo o dióxido de carbono produzido por 1 bilhão de carros que circulam hoje no mundo.

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