FORTES E OUSADAS: conheça a história de Margareth Thatcher, a primeira mulher a chegar ao cargo de primeira-ministra da Grã-Bretanha

“Gostaria que você soubesse que existe dentro de si uma força capaz de mudar sua vida. Basta que lute e aguarde um novo amanhecer”. A ‘dama de ferro’ como ficou conhecida, a britânica Margareth Thatcher (1925-2013) com sua personalidade forte foi a primeira mulher a chegar ao cargo de primeira-ministra da Grã-Bretanha e bateu o recorde no poder ao permanecer por 11 anos no comando.

Nascida em outubro de 1925 em Grantham, uma cidade do leste da Inglaterra, Margareth Hilda Roberts foi casada com Denis Thatcher, um executivo da indústria do petróleo, por mais de 30 anos com o qual teve dois filhos, os gêmeos Carol e Mark.

Margareth assumiu o poder em uma época difícil. O mundo inteiro acabava de se recuperar de uma crise petrolífera que afetou seriamente a economia de muitos países e ainda havia a Guerra Fria. Além disso, a Grã-Bretanha enfrentava uma grave inflação e elevadas taxas de juros que só faziam piorar a situação de desemprego e as revoltas sindicalistas.

Foi no meio dessa confusão toda que a líder do Partido Conservador chegou ao poder de um dos países mais importantes do mundo, em 1979, depois de se especializar em direito tributário na década de 50, ser eleita para Câmara dos Comuns em 1959, tornar-se Secretária de Estado para Assuntos Sociais em 1961 e Ministra da Educação no governo de Edward Heath nos anos 70, a quem sucedeu na direção do Partido Conservador.

Assim que assumiu o posto de primeira-ministra, a primeira mulher no cargo em toda a história do país, Margaret deixou claras suas intenções: “Vou transformar a Inglaterra de uma sociedade do `Me dê tudo’ em uma nação do ‘Faça você mesmo’”.

Margaret introduziu uma série de iniciativas políticas e econômicas destinadas a reverter o alto desemprego e as dificuldades do país na sequência de uma recessão. Sua filosofia política e suas políticas econômicas enfatizaram a desregulamentação (particularmente do setor financeiro), mercados de trabalho flexíveis, a privatização de empresas estatais e a redução do poder e influência dos sindicatos. A popularidade de Thatcher durante seus primeiros anos no cargo diminuiu em meio à recessão e ao aumento do desemprego, até a vitória na Guerra das Malvinas, em 1982, e a recuperação da economia, que fizeram seu apoio popular ressurgir e ser decisivamente reeleita em 1983. Em 1984, sobreviveu a uma tentativa de assassinato.

Foi reeleita em 1987. Em seu terceiro mandato, o seu apoio a um imposto comunitário foi amplamente impopular, e suas opiniões sobre a Comunidade Europeia não foram compartilhadas por outros integrantes de seu gabinete. Em novembro de 1990, após sua liderança no Partido Conservador ser desafiada, renunciou como Primeira-Ministra.

Em 2013, morreu vitimada por um acidente vascular cerebral aos 87 anos. Sempre uma figura controversa, recebeu boas classificações nas pesquisas sobre os melhores e mais influentes governantes da história do país, mesmo que os argumentos sobre o Thatcherismo persistam.

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