FORTES E OUSADAS: Conheça a história de Jingú, a Imperatriz Guerreira que conquistou a Coreia

“Brandindo nossas armas, vamos enfrentar as ondas.” Jingū (Japão, 169-269) , que ficou conhecida na história do Japão como a “Imperatriz Guerreira”, era mulher de Chûai Tennô, 140° imperador do Japão no final do primeiro século antes de Cristo. O imperador Chûai, apesar de filho do legendário guerreiro Príncipe Yamato Takeru no Mikoto, tinha uma constituição física debilitada e era muito cauteloso quanto as decisões políticas do Império japonês. Vivia enfermo, por isso sua mulher, a imperatriz Jingū foi nomeada regente do trono.

No ano 200 a.C. o imperador Chûai faleceu e Jingû passou a ser a única mandatária do Japão. Então, neste mesmo ano, resolveu conquistar a Coreia com o seu exército. A imperatriz comandou pessoalmente a frota de navios japoneses, numa época em que pouco conheciam sobre navegação e a travessia do mar até o continente Chinês era quase uma viagem sem volta. O sucesso obtido por Jingū, fez nascer a crença de que ela tinha em seu poder a Jóia da maré baixa e a Jóia da maré alta, duas bolas de cristais místicas, com o poder de controlar as marés, que são citadas em várias histórias mitológicas. Historiadores japoneses contam que essas jóias permitiram a Jingū controlar as manobras de sua frota de navios e os exércitos de peixes acompanharam ela até a Coreia.

Com sucessivas batalhas, a guerra teve duração de 3 anos e Jingū, apesar de grávida combateu à frente de seu exército. Está registrado na mais antiga compilação da história japonesa, o Kojiki, que os reis dos Três Reinados da Coreia prometeram à imperatriz Jingū de “pagar tributos de lealdade e enviar tributos até o sol não mais nascer no Leste, mas vir do Oeste; até o curso do rio escorrer no sentido oposto e o rio Seisho subir e se transformar em um rio de estrelas no céu”.

Mais tarde, o filho tornou-se o imperador Ojin. Um dos ministros da época era Soga no Takeuchi conselheiro do imperador Ojin, o qual, não era coreano mas tinha apoio de um grande contingente da Coreia, e os Soga continuaram controlando a economia por meio de sistema imposto, sustentando a introdução de artesanato e artes coreana.

Certamente há uma conexão entre a mitologia e os fatos históricos do Japão e da Coreia. Em 285 d.C. um dos Três Reis da Coreia introduziu os caracteres chineses no Japão. A linguagem da escrita chegou a esta forma básica e veio para ficar.

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