FORTES E OUSADAS: conheça Maria Callas, a maior cantora de ópera de todos os tempos

“Sempre vou exigir tanto quanto necessário para obter o melhor.” Maria Callas (1923-1977) foi uma soprano grega, considerada a maior celebridade da ópera do século XX e a maior cantora de todos os tempos. Os críticos elogiavam sua técnica bel canto, sua voz de grande alcance e suas interpretações de profunda análise psicológica, caráteres que levaram-na a ser saudada como La Divina. Seu tipo vocal era classificado como o raríssimo soprano absoluto. Seu repertório, por sua vez, variava de ópera-séria clássica para as óperas bel canto de Donizetti, de Bellini e de Rossini e, ainda, para as obras de Verdi, de Puccini e de Wagner.

Nascida María Kekilía Sofía Kalogerópulu  era filha de imigrantes gregos e, devido a dificuldades econômicas, teve que regressar à Grécia com sua mãe em 1937. Estudou canto no Conservatório de Atenas. Sua estreia na Itália ocorreu em 1947, na cidade de Verona, quando ela interpretou Gioconda, sob a direção do maestro Tullio Sefarin, que a partir de então se tornou seu mestre na música. Seu sucesso se espalhou por todo o país e ela subiu aos palcos do famoso teatro La Scala de Milão.

No ano de 1949, Maria casou-se com Giovanni Battista Menegghini, esta união durou apenas dez anos. Intensamente geniosa, ela encontrava em sua vida íntima a mesma dramaticidade que revelava nos palcos, ao interpretar suas inúmeras heroínas. Depois de se separar de seu marido, Maria viveu uma forte paixão ao lado do grego Aristóteles Onassis, famoso por sua vasta fortuna, junto a quem não encontrou a felicidade, e sim uma repercussão sensacionalista na mídia. Seu espetáculo no Covent Garden, em 1952, marcou seu ingresso na Inglaterra. Logo depois ela realizou uma turnê por diversos recantos norte-americanos. Na década de 50 ela interpretou as performances femininas mais significativas da história da ópera.

A última etapa de sua existência ela passou fechada em sua residência, na capital francesa. Morreu de um enfarte fulminante, sozinha e deprimida depois do fim do relacionamento com o milionário Aristóteles Onassis, ao qual se dedicou tanto que deixou de lado a carreira.

Com um nariz fora dos padrões, boca e olhos grandes, Maria, de 1,75m, provou ao mundo que a beleza clássica não é fundamental. Fundamental é ter personalidade e estilo. Depois de chegar aos 108 quilos, ela prometeu a si mesma que seria exemplo de elegância e glamour. E assim foi. Em 1953, Callas teria pendurado uma foto de Audrey Hepburn na parede para ter força de vontade e seguir uma dieta. Perdeu nada menos que 35 quilos e, depois disso, pediu então socorro à Biki, a sua então estilista, para ajudá-la a passar por uma grande transformação. A partir daí, começou a usar vestidos bem cortados e que marcavam a cintura, chapéus de todos os tamanhos, lenços, luvas e tudo o que a enfeitasse.

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