FORTES E OUSADAS: conheça Sylvia Earle, a heroína da vida marinha

Oceanógrafa, cientista, exploradora, autora e palestrante, Sylvia Earle (1935) é o nome mais lembrado quando o assunto é a proteção do meio ambiente marinho ao redor do mundo. Eleita pela Times (em 1998) como a primeira “heroína do planeta”, há mais de 60 anos Sylvia trabalha em prol dos oceanos, e é por essa e outras que ela é pura inspiração para a nova geração de defensores dos mares.

Sylvia nasceu em Nova Jersey.  Ambos os pais estavam entusiasmados com o ar livre e apoiavam os primeiros interesses da filha no mundo natural. A família mudou-se para a costa ocidental da Flórida na infância dela. Earle recebeu o bacharel em Ciências pela Florida State University (1955) e mestrado em Ciências (1956) e doutorado em Ficologia (1966) pela Duke University.

Em 1969, ela se inscreveu para participar do Projeto Tektite, uma instalação a 50 pés abaixo da superfície do mar, ao largo da costa das Ilhas Virgens, que permitia aos cientistas viverem submersos em sua área de estudo por várias semanas. Embora tivesse registrado mais de 1.000 horas de pesquisa debaixo d’água, Sylvia foi rejeitada no programa. No ano seguinte, ela foi selecionada para liderar o primeiro time feminino de aquanautas no Tektite II. Em 1979 estabeleceu um recorde de profundidade de 381 metros.

Em 1982, ela e seu marido, Graham Hawkes, engenheiro e projetista submersível, fundaram a “Deep Ocean Engineering”para projetar, operar, dar suporte e consultoria em sistemas submarinos pilotados e robóticos, e construíram o submarino de pesquisa Deep Rover, que opera até 1.000 metros.

Sylvia deixou a empresa em 1990 para se tornar a diretora-científica em Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, onde permaneceu até 1992. Ela foi a primeira mulher a ocupar essa posição.

Especialista em impacto de vazamentos de petróleo, Sylvia foi convocada para liderar várias viagens de pesquisa durante a Guerra do Golfo Pérsico em 1991, para determinar os danos ambientais causados ​​pela destruição de poços de petróleo do Kuwait pelo Iraque. Dada a sua experiência anterior com os derrames de petróleo Exxon Valdez e Mega Borg, foi chamada também a consultar durante o desastre da Deepwater Horizon no Golfo do México em 2010.

Em 2009 lançou a Mission Blue (“Missão Azul”), que visa estabelecer áreas marinhas protegidas em todo o mundo. Com a Mission Blue e seus parceiros, Sylvia leva expedições ao redor do mundo: Cuba, Belize. Ilhas Galápagos, Costa Rica, Centro America, África do Sul.

Em agosto de 2014, foi lançado um documentário exclusivo da Netflix intitulado Mission Blue., focado na vida e na carreira de Earle, bem como na Mission Blue, para criar uma rede global de áreas marinhas protegidas.

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