FORTES E OUSADAS: Conheça Jane Goodall, conservacionista, humanitária e defensora dos animais

“O maior perigo para o nosso futuro é a apatia.” Jane Godall (84 anos) nasceu em Londres e esteve sempre rodeada de animais. Aos 11 anos já dizia que ia viver para África. E assim foi. Aos 23 anos viajou para o Quênia para trabalhar com o antropólogo Louis Leakey.

A paixão de Jane Goodall pelos chimpanzés não surgiu “do nada”. Quando tinha pouco mais de um ano, o pai ofereceu-lhe um chimpanzé de pelúcia em homenagem a um animal da mesma espécie que tinha nascido no Jardim Zoológico de Londres. Os amigos dos pais alertaram para a possibilidade do brinquedo provocar pesadelos na criança, por ser tão pequena, mas teve um efeito completamente contrário ao esperado.

Em 1960 o antropólogo Leakey, com quem já trabalhava há três anos, enviou Goodall para o Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, para estudar os chimpanzés selvagens daquela zona. Um projeto que tinha como duração seis meses, tem vindo a prolongar-se até aos dias de hoje.

Jane casou-se duas vezes, a primeira em março de 1964 com o holandês Hugo van Lawick. Desse casamento resultou um filho, Hugo Eric Louis, que nasceu em 1967. Em 1974, Goodall divorciou-se e no ano seguinte casou com Derek Bryceso, que acabou por morrer em 1980 devido a um câncer.

Em 1997 fundou o Jane Goodall Institute, uma organização sem fins lucrativos que atua essencialmente na proteção dos chimpanzés e o seu habitat.

A vida de Jane já serviu de inspiração para vários filmes e documentários. O mais recente foi o documentário Jane’s Jouney que estreou em 2010. O realizador Lorenz Knauer quis mostrar “a viagem da vida” da antropóloga desde a sua infância em Bournemouth, na Inglaterra, até ao sítio onde tudo começou, no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. O documentário esteve indicado para o Oscar de melhor documentário em 2012.

Com mais de 25 livos publicados, inúmeras entrevistas dadas à National Geographic, presenças em conferências sobre os primatas e o meio ambiente, Jane Goodall foi considerada uma das mulheres do século XX com mais impacto a nível científico.

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